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Meninas trocam sexo virtual e striptease na webcam por créditos para celulares

meninas oferecem sexo pelo celularJovens meninas têm oferecido sessões de sexo virtual nas salas de bate-papo portuguesas em troca de créditos para telefones celulares. A nova forma de ataque às crianças através da internet preocupa pais e autoridades, principalmente em Portugal, onde a prática já foi confirmada.

"Olá a todos. Faço sexophone apenas com uma câmara de telemóvel, mas só se me carregarem o telemóvel", diz um dos anúncios postados em um chat por uma garota que informou ter apenas 14 anos usando o nick Dina. As mensagens na maioria das vezes são escritas em códigos que apenas os frequentadores experientes das salas de bate-papo entendem.

Dina, assim como diversas outras adolescentes, meninas e meninos, são protagonistas de encontros virtuais com perigos escondidos que foram registrados no livro-reportagem "O Abominável Mundo dos Cibernautas" (Gradiva, 2007). A idéia, segundo o jornalista Renato Montalvo, um dos autores, é fazer um alerta aos pais.

"Há raparigas com 14 anos que fazem sessões de strip e masturbação perante as câmeras web em troca de carregamentos de dez euros no telemóvel, para pessoas que não sabem quem são", conta Renato no português de Portugal. Segundo ele, qualquer jovem tem acesso livre a páginas de conteúdo pornográfico, e apenas no período entre os dias 9 e 14 de Março deste ano, 78 por cento dos visitantes de chats que se identificaram ao longo das conversas monitoradas eram estudantes.

Renato Montalvo e Conceição Monteiro, um ex-jornalista e uma professora de Filosofia do ensino secundário, passaram mais de 70 dias nas chat rooms. Além de bate-papos portugueses famosos, ele usaram usaram o Windows Live Messenger, mais conhecido por MSN.

Conteúdo erótico fácil e grátis

Disponível de forma fácil e grátis na internet, o erotismo está virtualmente ao alcance de adultos, meninas e meninos. "O problema reside na anarquia que permite a crianças a livre utilização de páginas, de programas e de conteúdos, que deveriam ser estritamente para adultos", denuncia o autor do livro.

Além disso, o anonimato dos chats facilita que jovens tenham atitudes impensáveis no cotidiano. "Na vida real, os mecanismos emocionais da vergonha e do ridículo dificultam as aproximações amorosas, desencadeando mecanismos de medo. Este medo é contornado quando, sempre sob anonimato, se buscam ligações ciberespaciais", afirma José Machado Pais, sociólogo.

Fica a pergunta de Ricardo Montalvo: Saberiam os pais dessas meninas o que elas estava fazendo numa sala de chat às quatro da madrugada?

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Com informações do Jornal Diário de Notícias, de Lisboa


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